domingo, 15 de julho de 2012

O Manifesto I




I
O Manifesto:
é a luta;
a denúncia;
a igualdade;
a desigualdade;
a universidade;
a cidade;
a rua;
a periferia;
a elite;
o homem;
o ateu;
o crente;
é deus
é a humanidade.

II
O Manifesto:
é morrer;
é amar;
é gritar;
é cantar;
é escrever;
é poetizar;
é bater,
dar a cara pra bater;
é relativizar;
é criticar.

III
O Manifesto:
é através das nossas palavras,
tudo isso, são todos os (pré) conceitos, são todas as pessoas;
criticar aqueles que não querem ser criticados.
Pelo manifesto incomodaremos
da rua à universidade,
do pobre ao rico.
Todos fazem parte do Manifesto
por ele será ecoado um novo grito,
não um grito de guerra,
um grito de liberdade e direito.

IV

É tudo ou o nada,
o Manifesto é:
é o desempregado que busca um emprego;
é o andarilho da sua rua;
é o estudante estuprado pelo ensino;
é o jovem que vegeta;
é o velho na fila do S.U.S.;
é o negro;
é o branco;
é o índio;
é o brasileiro;
é você que está lendo isso;
todos nós somos O Manifesto;
é a transformação.


V
O Manifesto por si só
é O Manifesto.




Carlos F Branco - Unicentro/G 






sexta-feira, 22 de junho de 2012

Direto de Assunção

Primeiras notícias direto de Assunção.
Por: Rafael Gomes
Indignação

Os paraguaios, na sua maioria estão indignados com o que acusam ser um "golpe, praticado por corruptos que querem voltar ao poder à todo custo", declarou uma manifestante que se manteve em vigília junto à centenas de pessoas que chegavam de todas as partes do país, na madrugada desta sexta-feira.

Para os líderes, que discursaram durante toda noite, as acusações são rasas, puramente políticas e têm como pano de fundo as mudanças que o presidente está conduzindo, sobretudo no que diz respeito à distribuição da terra.

O movimento Frente Iguazu, que congrega mais de vinte organizações sociais que foram decisivas na vitória do presidente em 2008, está mobilizando em todo país caravanas de trabalhadores que chegam a todo momento a Assunção.

Na capital, o clima é de tensão. A multidão aumenta a cada hora, e aos poucos preenche a Plaza de Armas, na frente do congresso, cercada por uma muralha de quatro mil policiais. Nas rádios do país, o apelo é para que a população se mantenha em suas casas. O clima entre os populares e alguns meios de comunicação é hostil. A maioria não acredita nos grandes meios de comunicação e dessa forma, o apelo das rádios, surte, em certa medida, efeito contrário. Para amedrontar e alarmar a população, os meios sentenciam a renúncia do presidente, para evitar o que eles estão chamando de "risco de derramamento de sangue".

Acusação

A oposição, liderada pelo Partido Colorado acusa o presidente de "mal desempenho das suas funções" e na tarde desta sexta-feira levará Fernando Lugo a julgamento político sob outras cinco acusações. Segundo a oposição, pesa sobre Lugo omissão de atividades políticas partidárias no interior de quartéis militares; invasão de terras privadas; insegurança a que atravessa o país;  voto no mercosul contra a opinião do congresso, e o que eles consideram o mais grave: a matança de Curuguaty, ocorrida na semana passada, onde dezessete morreram.

O presidente se prepara para sua defesa. Ele terá duas horas para responder às acusações e a partir de então será decidido o destino do seu mandato.

Golpe no Paraguai

Há duas décadas sem ditadura e apenas três anos livre das forças que governaram o país por ininterruptos sessenta e cinco anos, o Paraguai e sua jovem democracia volta a sofrer amaça de um golpe autoritário.

O presidente Fernando Lugo, eleito pelo voto das camadas mais populares, como trabalhadores do campo e indígenas, enfrenta uma crise contra a qual conta com apenas um voto, dos setenta e três da câmara dos deputados. No senado, a situação não é diferente. A base parlamentar do presidente, formada pela aliança que o elegeu, denominada "Aliança Patriótica para el Cambio" encontra-se extremamente dividida. A nove meses das eleições presidenciais, o que era uma ampla aliança, se fragmentou em cinco pré-candidatos, sendo um deles, o atual vice-presidente do país.

Apesar do escasso apoio político no congresso é nos movimentos populares que se encontra a principal força sustentadora do presidente Lugo.




Moradores da Quebarada vão a Assunção acompanhar os últimos acontecimentos.


Na noite de ontem (21/06) Leonardo e Rafael saíram da moradia rumo a capital paraguaia. Munidos somente de uma câmera e de muito espirito de investigação, ambos lançaram-se rumo a Assunção para acompanhar de perto todo o movimento de tentativa de  impeachment sobre o presidentes Fernando Lugo.
Relatos asseguram que os dois já chegaram a Assunção na manhã desta sexta-feira.